tag:blogger.com,1999:blog-78291182009-06-05T00:27:35.463-03:00Life in motionA vida em movimento, porque o tempo não para.Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.comBlogger80125tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-24455562049427264722008-05-14T23:09:00.004-03:002008-12-10T00:15:23.248-02:00Historias esquecidas<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/SCuhdwG9_PI/AAAAAAAAAEc/BUipnuBIlaU/s1600-h/Lapide.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/SCuhdwG9_PI/AAAAAAAAAEc/BUipnuBIlaU/s320/Lapide.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200427727231778034" border="0" /></a><br />Faz tempo que não escrevo aqui, faz tempo que não caminho por este mundo distante, quase infinito das idéias e reflexões.<br /><br />Este primeiro passo, depois de um recomeço será dado falando sobre o fim, o fim de uma história que um dia aconteceu.<br /><br />Outro dia, andando por entre os túmulos de um cemitério, observei algumas coisas curiosas, fascinantes até.<br /><br />Haviam túmulos adornados por frases de consolo, mas que expressam a profunda solidão da despedida eterna.<br /><br />Haviam túmulos enfeitados por flores, que trazem consigo as lembranças de uma última vez, da mesma última vez em que algo floresceu em um dia que jamais terminou.<br /><br />Haviam ainda, túmulos esquecidos, de pessoas que foram deixadas para trás, sua lenda, suas lembranças, sua vida, agora resumem-se numa lápide desgastada, que reflete com exatidão aquilo que os levou, o tempo que foi consumido, esvaindo-se por entre infinitas recordações.<br /><br />Em todo caso, o que mais me chamou a atenção, foram justamente as pessoas que nasceram e partiram, antes que eu mesmo nascesse. Pude perceber que uma história sempre será contada, no dia a dia das pessoas e de forma cíclica, vidas vão e vem. Antes de nós havia uma história e ao partirmos, tudo tende a seguir adiante.<br /><br />No final das contas, toda esta fúnebre narrativa gira em torno de algo que vai além de nós, algo que está fora de nosso controle mas que nos pertence: Nosso tempo e nossa época. O resto? O resto irá contribuir para que, um dia, sejamos esquecidos e nossa jornada contada através do som dos ventos que passam por entre as árvores que nos farão companhia em um profundo vazio.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-2445556204942726472?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-11111255151373798132007-07-13T19:43:00.000-03:002008-12-10T00:15:23.396-02:00Pessoas que viveram bem<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/Rp4tY0orUbI/AAAAAAAAADA/lVxnntmM9Fo/s1600-h/Sombra_Tarde.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/Rp4tY0orUbI/AAAAAAAAADA/lVxnntmM9Fo/s320/Sombra_Tarde.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088554533444604338" border="0" /></a><br /> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Conheci algumas pessoas que bem viveram, que se perpetuaram nas recordações daqueles que participaram da história. Uns são lenda, outros ternura, alguns amor incondicional.<br /><br />Viveram intensamente, vidas curtas, cheias de histórias, altos e baixos, outras pessoas teriam vivido umas três vezes dentro da existência de cada uma delas. Mudanças radicais transformaram a rotina em novidade, a novidade em estilo de vida.<br /><br />Existem pessoas que tem a capacidade de se reinventar, recriar o mundo em volta, mudar, crescer, aventurar-se. Vivem em sua plenitude. São pessoas raras, com uma rara coragem, a coragem de quebrar paradigmas, inclusive aquela que te dá conforto. A rotina.<br /><br />A rotina faz com que as coisas sejam previsíveis, a ilusão de que tudo está sob controle. Quem se sente confortável com a rotina, nunca experimentou o excitante sabor da aventura, do inesperado e inesquecível. São naqueles momentos de loucura que contamos as melhores histórias, nos mesmos momentos de loucura, surgem os maiores arrependimentos.<br /><br />Conheci pessoas assim, que tinham uma imensa alegria de viver e coragem de transformar. Quis o destino mudar-lhes pela última vez, e pela última vez saberíamos de suas histórias porque o que vem a seguir, se é que existe algo é o mistério que nos faz agarrar a certeza e a beleza da vida.<o:p></o:p></span></p><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-1111125515137379813?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-76615349784014869602007-07-09T10:25:00.000-03:002008-12-10T00:15:23.665-02:00Testamento<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RpMCNghJNsI/AAAAAAAAAC4/xlwcpfrpVT0/s1600-h/Pegadas.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RpMCNghJNsI/AAAAAAAAAC4/xlwcpfrpVT0/s320/Pegadas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085410835321927362" border="0" /></a><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Despeço-me,</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Em algum lugar no ano de 2180 ou muito mais.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Eu, no gozo de perfeitas faculdades mentais escrevo estas</span><br /><span style="font-style: italic;">últimas palavras neste testamento que àqueles que aqui ficam</span><br /><span style="font-style: italic;">irão um dia tomar conhecimento, para perpetuar esta mensagem.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Deixo aqui, toda a amizade que cultivei para aqueles que um dia</span><br /><span style="font-style: italic;">estiveram comigo e para que os estiveram até o dia em que as</span><br /><span style="font-style: italic;">cortinas deste espetáculo se fecharam;</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Aos grandes heróis da minha vida, que antes de mim partiram. Se</span><br /><span style="font-style: italic;">um dia tive sucesso, não teria sido o mesmo sem vocês, a grande</span><br /><span style="font-style: italic;">base, o colo amigo, as broncas e o carinho. Aonde quer que</span><br /><span style="font-style: italic;">estejam, em breve nos encontraremos novamente;</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">As pessoas que comigo viveram, desde a mais pura infancia, aos</span><br /><span style="font-style: italic;">que dividiram o mesmo berço, os mesmos braços paternos e</span><br /><span style="font-style: italic;">maternos, meus votos de felicidade. Sei que a sorte sempre está</span><br /><span style="font-style: italic;">do lado dos capazes e que o sucesso é apenas o resultado de</span><br /><span style="font-style: italic;">tamanha competencia, sendo assim, tudo que tenho a dizer se</span><br /><span style="font-style: italic;">resume em uma imensa gratidão, por tudo que vivemos, por tudo</span><br /><span style="font-style: italic;">que passamos, por tudo que um dia dividimos;</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Deixo toda a gratidão àqueles que um dia criei e que hoje são</span><br /><span style="font-style: italic;">verdadeiros homens e verdadeiras mulheres, na mais tenra</span><br /><span style="font-style: italic;">juventude. Que tenham uma vida tão bela, tão intensa quanto a que</span><br /><span style="font-style: italic;">tive e tão cheio de dias felizes, que sem vocês jamais teria</span><br /><span style="font-style: italic;">tido. Que um dia encontrem o grande amor, assim como certo dia</span><br /><span style="font-style: italic;">encontrei;</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Ao amor da minha vida, meu eterno agradecimento pela paciência,</span><br /><span style="font-style: italic;">força, companheirismo, vida e por ter conseguido demonstrar nos</span><br /><span style="font-style: italic;">pequenos gestos as dádivas que resumiram tudo o que houve de</span><br /><span style="font-style: italic;">bom na vida.<br /><br /></span><span style="font-style: italic;">- Se um dia fui feliz (e como fui!), foi graças a tudo que</span><br /><span style="font-style: italic;">senti por você;</span><br /><span style="font-style: italic;"><br />- Se um dia chorei, não foi de tristeza e sim pela felicidade</span><br /><span style="font-style: italic;">de ter tido a oportunidade de conhecer alguém que mudaria meus</span><br /><span style="font-style: italic;">dias para todo o sempre;</span><br /><span style="font-style: italic;"><br />- Se um dia me apaixonei, foi graças ao seu olhar e sua doçura</span><br /><span style="font-style: italic;">que levarei dentro de mim para onde quer que eu vá;</span><br /><span style="font-style: italic;"><br />- Se um dia desejei viver com você pelo resto da eternidade, é</span><br /><span style="font-style: italic;">porque tive a certeza de que assim minha vida seria perfeita;</span><br /><span style="font-style: italic;"><br />- Se hoje estou partindo não é porque não temo a saudade e sim</span><br /><span style="font-style: italic;">porque sairei deste capítulo para habitar apenas o seu coração,</span><br /><span style="font-style: italic;">até o dia em que estivermos juntos novamente;</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Que todos tenham uma vida tão longa, boa e feliz como a que</span><br /><span style="font-style: italic;">tive, que todos possam contar uma bela história, que possam</span><br /><span style="font-style: italic;">escrever as últimas páginas com satisfação e certeza de</span><br /><span style="font-style: italic;">dever cumprido.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Assim sendo, encerro esta carta e desejo sorte àqueles que</span><br /><span style="font-style: italic;">perpetuam nossa existência. Fecho, assim, as cortinas,</span><br /><span style="font-style: italic;">deste espetáculo, o espetáculo da vida, a minha história.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Boa sorte a todos,<br />Emilio Numazaki<br /></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-7661534978401486960?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-67023943908777596762007-06-17T16:07:00.000-03:002008-12-10T00:15:23.999-02:00Unconditional Love by Susanna Hoffs<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RnWMXwVZ32I/AAAAAAAAACw/9L_8EuiQjSI/s1600-h/Susanna_Hoffs_When_Youre_A_Boy.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RnWMXwVZ32I/AAAAAAAAACw/9L_8EuiQjSI/s320/Susanna_Hoffs_When_Youre_A_Boy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077118494669660002" border="0" /></a><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Susanna Hoffs - Unconditional love</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">I wanna fall into you</span><br /><span style="font-style: italic;">And I wanna be everything you want me to</span><br /><span style="font-style: italic;">But Im not sure I know how</span><br /><span style="font-style: italic;">I lose faith and I lose ground.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">When I see you I remember, oh</span><br /><span style="font-style: italic;">Unconditional love</span><br /><span style="font-style: italic;">(love, love, love).</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">It doesnt matter what I say</span><br /><span style="font-style: italic;">cause it always seems youre taking me the wrong way</span><br /><span style="font-style: italic;">But if you could read my mind</span><br /><span style="font-style: italic;">Youd see, I fight myself all the time.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">When I see you I surrender, oh</span><br /><span style="font-style: italic;">Unconditional love</span><br /><span style="font-style: italic;">(love) love (love) oh-woe (love)</span><br /><span style="font-style: italic;">(love) love (love) oh-oh (love).</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Standing on a wilder shore</span><br /><span style="font-style: italic;">I got my head up in the clouds</span><br /><span style="font-style: italic;">Oh, I aint got no sense of direction now.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">I wanna lie next to you</span><br /><span style="font-style: italic;">And I wanna do everything you want me to</span><br /><span style="font-style: italic;">But Im not sure I know how</span><br /><span style="font-style: italic;">Put your arms around me now.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">When I feel you I surrender, oh</span><br /><span style="font-style: italic;">Unconditional love</span><br /><span style="font-style: italic;">(love, love, love)</span><br /><span style="font-style: italic;">Oh (love, love, love).</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Put your arms around me now</span><br /><span style="font-style: italic;">cause when I feel you I surrender</span><br /><span style="font-style: italic;">Unconditional love</span><br /><span style="font-style: italic;">(love) unconditioned love, hoo-hoo-hoo-hoo-hoo (love).</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">When I see you I remember</span><br /><span style="font-style: italic;">Unconditional love</span><br /><span style="font-style: italic;">(love) all you need is (love) what the world needs (love)</span><br /><span style="font-style: italic;">Now the word is love (love) love (love) hoo-hoo-hoo-hoo-hoo (love).</span><br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br />Hoje irei no embalo do post da minha querida amiga <a href="http://lilikk.blogspot.com/">Lilian</a> que publicou em seu blog, a recordação de uma música que embalou muitas paixões: <a style="font-style: italic;" href="http://lilikk.blogspot.com/2007/06/bangles-eternal-flame.html">Eternal flame de Bangles</a>.<br /><br />Susanna Hoffs ao deixar a banda Bangles, lançou um disco solo chamado <span style="font-style: italic;">When you're a boy</span> (1991), uma das músicas do álbum foi este que particularmente considero uma das mais bonitas daquela época, <span style="font-style: italic;">unconditional love</span>, ou amor incondicional. Entretanto, o hit que mais emplacou, foi <span style="font-style: italic;">My Side of the Bed</span> que ficou entre os quarenta <span style="font-style: italic;">top hits</span> norte americanos. Apesar disso, este álbum não fez muito sucesso.<br /><br />Outros albuns foram lançados no decorrer da década, em 1996 foi a vez do solo <span style="font-style: italic;">Susanna Hoffs</span> e por fim, existe um trabalho inacabado entre 1993 e 1994, época em que deixou a gravadora Columbia.<br /><br />Casou-se em 1993 com o diretor <span style="font-style: italic;">Jack Roach</span> e fez algumas aparições em uma das versões do filme <span style="font-style: italic;">Austin Powers </span>como integrante de uma banda fictícia chamada <span style="font-style: italic;">Ming Tea</span>.<br /><br /><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Susanna_Hoffs">Clique aqui</a> para saber mais sobre <span style="font-style: italic;">Susanna Hoffs</span> e curta o clipe de <span style="font-style: italic;">Unconditional love</span>.<br /><br /><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6qwAcf-NbBI"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6qwAcf-NbBI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-6702394390877759676?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-17747959788217827582007-05-03T01:00:00.000-03:002008-12-10T00:15:24.345-02:00Um futuro que não nos pertenceu<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RjdjDPrqoiI/AAAAAAAAACg/40ITnalM4fE/s1600-h/Man+walking.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RjdjDPrqoiI/AAAAAAAAACg/40ITnalM4fE/s320/Man+walking.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059621613774479906" border="0" /></a><br />Imaginem se nossos pais não tivessem se conhecido? Ou se algum sujeito do passado tivesse tomado uma decisão diferente daquela, que convergiu numa série de fatos que viabilizou nossa existência? Simplesmente não estaríamos aqui, outras pessoas estariam em nosso lugar ou, no mínimo, no meu lugar.<br /><br />Algumas vidas passaríam por aqui ou por ali, sem a noção de que estes dias jamais poderiam ter acontecido. Nunca teríamos caminhado por estas terras, nunca teriamos vivido nestas datas, nunca teriamos conhecido estas pessoas.<br /><br />É curioso imaginar que a possibilidade de não estarmos aqui é muito mais factível do que o presente corrente, porém, nunca devemos nos esquecer de que mesmo sem nós, uma história haveria de acontecer com outros personagens em um futuro que não nos pertenceu.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-1774795978821782758?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-51658950014278919812007-05-01T13:13:00.000-03:002008-12-10T00:15:24.564-02:00O Grande Roland Ratzenberger<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RjdoJfrqojI/AAAAAAAAACo/0brxLTUS5PY/s1600-h/Ratzenberger.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RjdoJfrqojI/AAAAAAAAACo/0brxLTUS5PY/s320/Ratzenberger.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059627218706801202" border="0" /></a><br /><span style="font-style: italic;">À primeira vista, havia um mundo separando Ayrton Senna e Roland Ratzenberger. O brasileiro era um ídolo em todo o planeta, tricampeão mundial e estava na equipe mais poderosa da Fórmula 1. O austríaco, um completo desconhecido (mesmo em seu país natal) e correndo em uma equipe estreante, cujo orçamento anual não pagaria o salário de Senna. Exemplos dos dois extremos deste fascinante esporte.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Mas havia alguns pontos em comum unindo estes seres humanos. Tinham praticamente a mesma idade (Ayrton era três meses e meio mais velho que Roland) e tiveram um casamento curto que fracassou em nome da busca pela verdadeira paixão de suas vidas: correr na Fórmula 1. Quis o destino que o brasileiro tivesse o talento e os meios para atingir este objetivo com mais rapidez e sucesso que o austríaco. Quis o destino que os dois morressem em nome deste sonho e que suas mortes permanecessem, para sempre, ligadas.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Ratzenberger nasceu em Salzburg no dia 4 de julho de 1960 e foi infectado pelo vírus da velocidade aos cinco anos de idade, quando a avó o levou para ver uma corrida de subida de montanha. Pouco depois a Áustria foi invadida pela “febre Jochen Rindt”, e o sucesso do compatriota nas pistas foi o argumento final para a decisão de Roland: iria ser piloto e, acima de tudo, correr na Fórmula 1.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Seus pais tinham outros planos para o único filho homem. Mandaram o adolescente para estudar em uma escola técnica em Graz, mas nada atrapalharia seus planos. Roland pegou o dinheiro e foi para Monza, onde participou de um curso em uma escola de pilotagem.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">A decisão lhe custou uma justa bronca paterna e o fez decidir: Iria se virar sozinho para seguir no automobilismo. Enquanto o motorista da família Senna buscava o jovem Beco na escola para levá-lo ao kartódromo de Interlagos, Ratzenberger metia a mão na massa trabalhando como mecânico na escola de Walter Lechner em Salzburgring, podendo andar de Fórmula Ford quando um carro estivesse livre.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">“Só assistimos uma corrida sua ao vivo uma vez, de F-Ford em Salburgring”, relembra o pai Rudolf. “Roland ganhou as duas baterias, mas não ficou feliz em nos ver. Com freqüência não sabíamos onde ele estava, o que fazia... Ele não queria ajuda e eu não sou nenhum carrapato. E jamais ele nos procuraria para dizer: ‘Estou mal, vivo só de sanduíches’”.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Não demorou muito para o austríaco se estabelecer como um homem de ponta na Fórmula Ford 1600. Além dos títulos europeus em 1984 e 1985, Ratzenberger triunfou em 1986 no famoso Festival de Brands Hatch, uma espécie de Mundial da categoria, com cerca de 100 pilotos inscritos. Seu companheiro de equipe era um tal de Eddie Irvine. “A vitória foi em uma espécie de ‘photo-finish’. Foi sensacional para ele porque, como piloto privado, conseguiu derrotar diversas equipes de fábrica”, recorda o irlandês.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Mas as portas da Fórmula 1 não se abriram e, para sobreviver, Roland pilotou nos anos seguintes qualquer carro que lhe fosse oferecido: Fórmula 3, Fórmula 3000, carros esporte e também protótipos. Além de acumular experiência e alguns bons resultados, o caráter afável do austríaco lhe rendeu também muitas amizades entre os companheiros de pista.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">No fim dos anos 80 e início dos 90, o automobilismo viveu um enorme ‘boom’ no Japão. O sucesso da Honda e de Ayrton Senna na Fórmula 1, aliado à um período econômico especialmente frutífero, fez com que empresas despejassem rios de dinheiro no esporte a motor. Como ocorreu no futebol com a J-League, as principais equipes correram para a Europa em busca de pilotos com experiência ou jovens postulantes ao sucesso.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Roland mudou-se para Tóquio em 1990 e logo pôs em prática seu lado versátil, competindo ao mesmo tempo na Fórmula Nippon (a F-3000 de lá), Grupo A (turismo, com a BMW) e Grupo C (protótipos, com a Toyota). Dentre suas vitórias, a mais importante veio nesta última categoria, sua favorita, nos 1000 Km de Fuji.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Fora da pista, formou-se uma turma da pesada: Ratzenberger, Irvine, Heinz-Harald Frentzen, Mika Salo, Jeff Krosnoff e Andrew Gilbert-Scott. Vivendo como reis, dividindo hotéis com aeromoças e na mira das fãs japonesas, os pilotos europeus logo passaram a competir também no número de conquistas sexuais.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">O norte-americano Krosnoff, que viria a morrer em um acidente na Fórmula Indy em 1996, era o que mais divertia seus colegas. Desenhista talentoso, o piloto tinha mania de enviar faxes às recepcionistas de hotel com esquetes pornográficos.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">A amizade era grande e um episódio famoso ocorreu num bar da capital japonesa. Um executivo árabe discutiu com sua noiva oriental até chegar à agressão. Frentzen resolveu intervir, no que o nervosinho sacou uma faca e partiu em direção ao alemão. Sua sorte é que Ratzenberger agiu rápido, dando uma gravata no sujeito e o desarmando. “Roland salvou minha vida”, admite Frentzen, que lembra de outro episódio não tão heróico. “Ele também era muito malandro. Uma vez abandonei em Sugo e ele me deu carona após a bandeirada. Só que foi a 150 km/h para os boxes enquanto eu fazia de tudo para me agarrar ao carro... e desceu do cockpit rindo!”</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">O que pegou a turma de surpresa foi a decisão de Ratzenberger, o mais bem-sucedido com as mulheres entre todos eles, em se casar com a aeromoça norueguesa Bente. A cerimônia ocorreu em dezembro de 1991, em Salzburg. Um ano depois, estavam separados. “Foi um erro”, reconheceu mais tarde o piloto. “E o pior é que joguei minha agenda telefônica com os números importantes fora. Agora tenho de começar tudo de novo!”</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Aos poucos, os europeus do oriente foram conquistando espaço na Fórmula 1. O primeiro a entrar foi Irvine, na famosa corrida de Suzuka em que levou um soco de Ayrton Senna por ultrapassá-lo quando era retardatário.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">“Roland foi um dos poucos que me ligou para me felicitar pela estréia”, afirma o irlandês.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">No final de 1993, a Sauber chamou Frentzen para a temporada seguinte e Krosnoff foi para os Estados Unidos desenvolver os motores Toyota na Fórmula Indy. Quando parecia que sobrariam Ratzenberger e Salo no automobilismo japonês, a recém-formada equipe Simtek resolveu chamar o austríaco para fazer parceria com o australiano David Brabham na Fórmula 1. O sonho finalmente se realizaria.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">“Não posso permitir nenhum acidente. Nosso orçamento anual é igual ao salário de Gerhard Berger. Não temos dinheiro para consertar carros.” Foi com este pensamento que Roland Ratzenberger iniciou a temporada de 1994. Pilotar com segurança e inteligência, sem querer extrapolar os limites de seu já limitado equipamento.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">No Brasil, Ratzenberger andou mal na sexta-feira e teve problemas no treino classificatório do sábado, ficando a pé no meio da sessão. Terminou fora do grid, com o penúltimo tempo dentre os 28 pilotos, melhor apenas que o aventureiro Paul Belmondo, filho do famoso ator francês.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">As coisas melhoraram em Aida. O austríaco deixou os carros da Pacific para trás e largou na última posição do grid. Terminou a prova em 11º lugar, com cinco voltas de atraso em relação ao vencedor Michael Schumacher. Mas ficou satisfeito. “Pilotei sem assumir qualquer risco, dirigindo dentro dos limites do carro para não abandonar. Mas meus limites são maiores que este”, analisou.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Seu único momento importante em relação ao resultado final do GP do Pacífico foi uma quase colisão com Rubens Barrichello no grampo, justamente na corrida que marcou o primeiro pódio na carreira do piloto brasileiro. “A culpa foi toda dele. Já havia subido com o carro todo na zebra, mas ele virou cedo demais. Sempre tomava cuidado quando ia receber uma volta de alguém, especialmente se eram Berger ou Wendlinger”, afirmou Roland.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Curiosamente, diversos ciclos na sua vida se fecharam na semana anterior ao fatídico GP de San Marino. Em Salzburg, uma pacífica conversa com o pai sobre automobilismo ganhou um caráter de reconciliação. “Ele já é quase um fã meu”, comentaria o piloto em Ímola.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Depois, uma semana em Mônaco o ajudou a se integrar aos pilotos da Fórmula 1 que ainda não conhecia. Algumas horas passadas no iate de Gerhard Berger serviram para uma primeira (e única) aproximação entre os dois compatriotas. No final, a viagem até Ímola de carona no Porsche Carrera 4 de Jirki Jarvi Lehto, onde o austríaco reafirmou sua felicidade em estar na categoria e seu otimismo para o fim-de-semana.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Na sexta-feira, um susto na curva Villeneuve: Roland, em sua volta de desaceleração, é quase tocado pelo companheiro David Brabham, que iniciava uma volta rápida. O choque a quase 320 km/h poderia ter tido graves conseqüências, mas foi levado numa boa pelos dois pilotos. “Demos boas risadas sobre isso. Ele não olhou direito e a gente quase bateu”, disse o austríaco, poucos minutos antes do treino de classificação no sábado.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Às 14h20, um pedaço da asa dianteira do Simtek S941 se soltou na aproximação da mesma curva Villeneuve. Ratzenberger perdeu o controle do carro e foi em direção ao muro. São duas pancadas quase que simultâneas: a primeira, a 308 km/h, com a parte dianteira esquerda do carro num ângulo inferior a 90º. A segunda, com toda a lateral do carro, na qual o piloto bateu a cabeça contra o muro. Morte instantânea. A Fórmula 1 em estado de choque.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Ayrton Senna interrompeu sua participação no treino classificatório, assim como os pilotos da equipe Benetton (Schumacher e Lehto, ambos amigos de Roland) e Karl Wendlinger. Gerhard Berger, surpreendentemente, voltou mais uma vez à pista. “Em uma hora destas, ou você continua, ou pára de vez. E eu resolvi continuar”, explicou. À noite, com lágrimas nos olhos, o austríaco da Ferrari soltou uma frase tristemente profética em uma conversa com o repórter Heinz Prüller. “Eu esperava por um acidente como este. Tinha de acontecer, já tivemos sorte por muito tempo. E eu temo que esta série negra vai continuar. A morte de Roland não foi nossa última na Fórmula 1.”</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Epílogo</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">David Brabham largou na corrida do domingo. Foi a primeira vez na Fórmula 1 que uma equipe não se retirou de uma corrida após um de seus pilotos ter perdido a vida nos treinos. Ninguém falou mal. A decisão foi tomada em conjunto com a família Ratzenberger e todos consentiram que o próprio piloto teria preferido assim. Até o final da temporada, a Simtek correu com a inscrição “For Roland” na lateral da tomada de ar do motor.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">O enterro ocorreu no dia seguinte ao de Ayrton Senna. O momento mais emocionante foi quando Niki Lauda pediu a palavra. “Querido Roland: todos que também participam de corridas entendem porque você amava tanto este esporte e arriscava sua vida por ele. E aos outros, que nunca participaram, não dá para esclarecer exatamente por isto”.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Berger admitiu que nunca havia visto tantas mulheres bonitas em um funeral e comentou: “eu gostava de seu jeito espontâneo de ser, de sua personalidade aberta, com aquela tranqüila felicidade que brota de dentro. Roland havia chegado perto de enriquecer realmente o cenário da Fórmula 1.”</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Imaginar o que o piloto poderia ter alcançado se o acidente não acontecesse é um exercício interessante. Ele sempre andou no mesmo ritmo de seus companheiros dos tempos de Japão, gente como Irvine, Frentzen e Salo, todos com carreiras longas na F-1. Mas teria de superar um primeiro ano na segunda pior equipe do grid e, sem apoio financeiro, precisaria obter alguma performance realmente sensacional para conseguir um lugar em outro time melhor.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Nestes dez anos do trágico fim-de-semana de Ímola, seu nome foi relembrado e a ligação intrínseca de sua morte com a de Senna comprovada. Mas Ratzenberger sempre permaneceu vivo na memória de seus companheiros de pista. O filho de Mika Salo com a japonesa Noriko foi batizado de Max Roland. “Pelo menos um pedaço dele permanece conosco”, afirma o finlandês. (Luiz Fernando Ramos)</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Ele gastou tudo o que tinha para correr na F-1</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Pelo menos um piloto brasileiro teve estreito relacionamento com os dois pilotos mortos no final de semana do GP de San Marino de 1994. O paulista Maurizio Sala disputou o Campeonato Paulista de Kart de 1974 na categoria Junior, tendo Ayrton Senna como um de seus maiores adversários. “Quando um de nós dois não ganhava, era porque havíamos batido um com o outro”, relembra Sala. “Depois disso, passamos a correr em categorias diferentes. Comecei a correr com carros aqui no Brasil em 1977.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">O Ayrton continuou no kart até ir correr de Fórmula Ford na Inglaterra em 1981. Eu só estreei nessa categoria no final de 1982”, recorda.Com Ratzenberger, Sala teve um contato mais próximo. Ambos se conheceram quando corriam no Japão, e disputavam as mesmas categorias. Um freqüentava a casa do outro e o austríaco conheceu uma de suas namoradas, Kadija, na casa de Sala. “Ela era amiga da Naomi Campbell”, conta Sala. “O Roland era um cara quieto, e muito arrojado como piloto”.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Em 1989, Sala e Ratzenberger dividiram um Porsche 962 na 24 Horas de Le Mans com outro austríaco, Walter Lechner. Não tiveram sorte: um pneu estourado provocou um acidente após poucas horas de corrida.Hoje, Sala é chefe de uma equipe da categoria Stock Car Light e busca patrocínio para correr na divisão principal, a Stock Car V8. E faz uma revelação surpreendente: “Fiquei mais chocado com a morte do Roland do que com a do Ayrton. Talvez pelo fato de ele ser novato e ter investido todo o dinheiro que havia ganho no Japão para correr na F 1 por uma equipe pequena. Fez isso na raça, acreditando que aquilo poderia levá-lo a algo maior. Foi muito triste ver tudo acabar daquela maneira. Com o Ayrton foi diferente: ele já era um ídolo, um piloto consagrado. Acho que a ficha só caiu para mim quando fui ao velório e ao enterro. Antes, a morte do Ayrton parecia algo irreal”. (Luiz Alberto Pandini)</span><br /><br />(<a href="http://www.gptotal.com.br/entrevista/ratzemberger1.htm">Site GP Total, por Luis Fernando Ramos e Luiz Alberto Pandini</a>)<br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br />Em um dia em que muitos se lembrarão dos treze anos da morte do ídolo Ayrton Senna da Silva, vale a pena lembrar também de uma outra pessoa que poderia ter sido como tal, se o acidente fatal um dia antes não tivesse lhe tirado a vida. Se realmente vingaria, nunca saberemos.<br /><br />Lembro-me como se fosse ontem, o trágico acidente do austriaco não muito abastado, que apostou todas as suas fichas em um sonho que realmente seria o sonho de sua vida.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-5165895001427891981?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-14462806226666906392007-03-23T20:52:00.000-03:002008-12-10T00:15:24.856-02:00Cruel e humano<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RgSmm0zM_PI/AAAAAAAAACM/xV0bWASf8kY/s1600-h/Folha.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RgSmm0zM_PI/AAAAAAAAACM/xV0bWASf8kY/s320/Folha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045340668500442354" border="0" /></a><br /><div style="text-align: left;"><span style="font-style: italic;">BAGDÁ - Saddam Hussein regava plantas no jardim da prisão, guardava pão para dar aos pássaros e usava café e charutos para manter sua pressão sanguínea sob controle, segundo o enfermeiro militar que cuidou dele na prisão em Bagdá.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Em entrevista dada ao jornal americano St. Louis Post Dispatch, o sargento Robert Ellis, de 56 anos, deu detalhes sobre os últimos meses de vida do ex-presidente iraquiano na prisão - que era chamado de "Victor" entre os militares no campo - situada na região norte da capital do Iraque.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Ellis foi o responsável pela saúde de Saddam entre 2004 e 2005. Segundo o enfermeiro, Saddam escrevia poesias, lembrava de quando contava histórias para suas filhas antes de dormir e guardava pão para poder alimentar os pássaros.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">"Meu trabalho era mantê-lo vivo e com saúde, para que eles pudessem matá-lo num momento posterior", afirmou o sargento.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">O enfermeiro contou que Saddam ficava numa cela de cerca de quatro metros quadrados em Camp Cropper, onde outros prisioneiros importantes também estão presos. Em sua cela, ele tinha à sua disposição uma cama, duas cadeiras plásticas, um manto para orações e duas bacias para se lavar. Sua saúde era avaliada duas vezes ao dia para que os oficiais pudessem acompanhar a situação.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Saddam dizia a Ellis que charutos e café ajudavam a manter a sua pressão sanguínea baixa e, segundo o enfermeiro, "parecia funcionar".<br /><br /></span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Greve de fome</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Num determinado momento, Saddam Hussein começou uma greve de fome, recusando-se a comer a comida que os soldados colocavam embaixo da porta. Quando eles passaram a abrir a porta para levar o alimento ao ex-líder iraquiano, ele voltou a comer. "Ele se recusava a ser alimentado como um leão", disse Ellis.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Em suas curtas saídas da cela, Saddam Hussein regava plantas e alimentava os pássaros com pão que ele guardava das refeições. "Ele contava que tinha sido agricultor quando era jovem e que jamais tinha esquecido de onde viera", afirmou o enfermeiro, que também revelou que "raramente" ele se queixava de alguma coisa e quando o fazia, normalmente era legítimo.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Quando o sargento americano disse a Saddam que estava voltando aos Estados Unidos porque seu irmão estava morrendo, o ex-presidente iraquiano lhe deu um abraço e disse que ele [Saddam] seria o seu irmão.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Segundo o enfermeiro, o ex-líder nunca tocou no assunto de seu período no poder. Contudo, um dia Ellis disse que foi vê-lo na cela e Saddam o questionou sobre quais razões que tinham levado os Estados Unidos a invadir o país, argumentando que o Iraque tinha leis justas e que os inspetores não tinham encontrado armas de destruição em massa.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">"Eu respondi: 'Política é assim. Nós, soldados, nunca nos metemos com isso", teria respondido Ellis.<br /></span><br />(<a href="http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2007/jan/01/67.htm">Estadão - 01 de janeiro de 2007</a>)<br /><br /><div style="text-align: center;"><span>***</span><br /></div><span><br /></span>Até mesmo o mais cruel estereótipo tem seu lado humano e um lado humano um tanto quanto sensível, esquecido por muitos. Qualidades escassas, encontradas em pessoas tipicamente queridas.<br /><br />É um bom indício de que para tudo na vida temos diversas óticas, cada qual com suas importâncias e inutilidades. Quem diria que o ditador sanguinário, assassino como dizem por aí , teria esta face de bom moço? Um senhor que poderia ser um amável avô que cuida dos pássaros e rega as plantas? Além de escrever poesias?<br /><br />Até onde isto é verdade eu não sei, tampouco importa este mérito. O que vale é a mensagem de que há bondade mesmo na mais distante controvérsia sobre o assunto.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-1446280622666690639?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-74332873151330560062007-03-10T19:38:00.000-03:002008-12-10T00:15:25.100-02:00Pessoas que moram ao longe<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RfNRParBLLI/AAAAAAAAACE/hLRAdadOT0g/s1600-h/plane767.gif"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RfNRParBLLI/AAAAAAAAACE/hLRAdadOT0g/s320/plane767.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040461733257358514" border="0" /></a><br />Outro dia estava voltando de uma viagem, já era tarde da noite, o avião sobrevoava algum lugar a caminho de casa. Da janela pude visualizar algumas luzes bem distantes, amareladas, pareciam jogados num meio entre o nada, o vazio e a solidão.<br /><br />Por um momento, parei para pensar no quanto os moradores daquelas casas, que erradiavam aqueles filetes perdidos de luz estavam distantes das demais, no mais profundo isolamento em que o vizinho mais próximo não está lá para acudí-lo em momentos de desespero ou incomodá-lo em momentos de tranquilidade.<br /><br />Em todo caso, não foi isto que me chamou a atenção, que me fez questionar por uns segundos. O que me instigou é que descobri que havia perdido parte de uma essência. O encanto e a percepção para algumas coisas simples, pensamentos longínquos, pontuais, quase sem sentido, as coisas corriqueiras do dia a dia, uma comparação profunda, o ponto de luz na escuridão, que eu nunca percebera.<br /><br />Sempre viajei na janela, é um pedido que gosto de fazer, fico feliz quando atendido, mas não sei o porque, pois passo a viagem inteira dormindo. Este dia foi um pouco diferente. Entre um lapso de consciência e sonolência, vi esta cena, aqueles pingos de luz.<br /><br />Inferi então que cada uma das opacas luzes lá embaixo poderiam representar a geografia da vida, por exemplo, hoje estou distante de mim, um ponto na imensidão das reflexões perdidas. Talvez, aquele ponto perdido no breu não seja uma moradia. Talvez seja um dos meus pensamentos e o vizinho mais próximo, um dos seus.<br /><br />Depois disso, voltei a dormir.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-7433287315133056006?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-15279770089358107132007-03-02T19:03:00.000-03:002008-12-10T00:15:25.258-02:00É a vida, é bonita e é bonita<a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/Reik33PEfoI/AAAAAAAAAB4/fonLrNrcrBk/s1600-h/LuizGonzanzaJr-GonzaguinhaCD.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/Reik33PEfoI/AAAAAAAAAB4/fonLrNrcrBk/s320/LuizGonzanzaJr-GonzaguinhaCD.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037457462840819330" border="0" /></a><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Gonzaguinha - O Que é, o Que é?</span><br /><span style="font-style: italic;"><br />Eu fico com a pureza da resposta das crianças</span><br /><span style="font-style: italic;"> É a vida, é bonita e é bonita</span><br /><span style="font-style: italic;"> Viver e não ter a vergonha de ser feliz</span><br /><span style="font-style: italic;"> Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ah meu Deus!</span><br /><span style="font-style: italic;"> Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será</span><br /><span style="font-style: italic;"> Mas isso não impede que eu repita</span><br /><span style="font-style: italic;"> É bonita, é bonita e é bonita</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> Viver e não ter a vergonha de ser feliz</span><br /><span style="font-style: italic;"> Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ah meu Deus!</span><br /><span style="font-style: italic;"> Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será</span><br /><span style="font-style: italic;"> Mas isso não impede que eu repita</span><br /><span style="font-style: italic;"> É bonita, é bonita e é bonita</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> E a vida?</span><br /><span style="font-style: italic;"> E a vida o que é diga lá, meu irmão?</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ela é a batida de um coração?</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ela é uma doce ilusão?</span><br /><span style="font-style: italic;"> Mas e a vida?</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ela é maravilha ou é sofrimento?</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ela é alegria ou lamento?</span><br /><span style="font-style: italic;"> O que é, o que é meu irmão?</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> Há quem fale que a vida da gente</span><br /><span style="font-style: italic;"> É um nada no mundo</span><br /><span style="font-style: italic;"> É uma gota, é um tempo</span><br /><span style="font-style: italic;"> Que nem da segundo,</span><br /><span style="font-style: italic;"> Há quem fale que é um divino</span><br /><span style="font-style: italic;"> Mistério profundo</span><br /><span style="font-style: italic;"> É o sopro do Criador</span><br /><span style="font-style: italic;"> Numa atitude repleta de amor</span><br /><span style="font-style: italic;"> Você diz que é luta e prazer;</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ele diz que a vida é viver;</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ela diz que o melhor é morrer,</span><br /><span style="font-style: italic;"> Pois amada não é</span><br /><span style="font-style: italic;"> E o verbo sofrer.</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> Eu só sei que confio na moça</span><br /><span style="font-style: italic;"> E na moça eu ponho a força da fé</span><br /><span style="font-style: italic;"> Somos nós que fazemos a vida</span><br /><span style="font-style: italic;"> Como der ou puder ou quiser</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> Sempre desejada</span><br /><span style="font-style: italic;"> Por mais que esteja errada</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ninguém quer a morte</span><br /><span style="font-style: italic;"> Só saúde e sorte</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> E a pergunta roda</span><br /><span style="font-style: italic;"> E a cabeça agita</span><br /><span style="font-style: italic;"> Fico com a pureza da resposta das crianças</span><br /><span style="font-style: italic;"> É a vida, é bonita e é bonita</span><br /> <br /><span style="font-style: italic;"> Viver e não ter a vergonha de ser feliz</span><br /><span style="font-style: italic;"> Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz</span><br /><span style="font-style: italic;"> Ah meu Deus!</span><br /><span style="font-style: italic;"> Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será</span><br /><span style="font-style: italic;"> Mas isso não impede que eu repita</span><br /><span style="font-style: italic;"> É bonita, é bonita e é bonita</span><br /><span style="font-style: italic;"><br /></span><div style="text-align: center;">***<br /><br /></div> <span style="font-style: italic;">Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior</span><span style="font-style: italic;"> (Rio de Janeiro RJ 1945 - Curitiba PR 1991). Gravou seu primeiro compacto em 1966, produzido pelo próprio compositor. Nos anos seguintes, cursaria Ciências Políticas e Econômicas na Faculdade de Ciências Políticas Cândido Mendes, no Rio de Janeiro.<br /><br />Em 1969 conquistou o primeiro lugar no II Festival Universitário de Música Popular na TV Tupi, com a canção </span><em style="font-style: italic;">O Trem</em><span style="font-style: italic;">. Seu primeiro LP, </span><em style="font-style: italic;">Luiz Gonzaga Jr.</em><span style="font-style: italic;">, foi gravado em 1973. Seu primeiro show, </span><em style="font-style: italic;">Últimos Dias</em><span style="font-style: italic;">, estreou em 1974, no Rio. Entre 1979 e 1980 apresentou o show </span><em style="font-style: italic;">A Vida do Viajante</em><span style="font-style: italic;">, com Luiz Gonzaga.<br /><br />Em 1985 participou do I Encontro de Música Popular Brasileira, em Araxá MG, para discutir assuntos relacionados a direitos autorais, taxação nos preços dos discos estrangeiros, política cultural para a música popular. Gonzaguinha foi compositor engajado politicamente, que manifestou em suas letras preocupações sociais e mesmo palavras de ordem contra a política brasileira. Mas suas músicas românticas, como </span><em style="font-style: italic;">Grito de Alerta</em><span style="font-style: italic;"> e </span><em style="font-style: italic;">Começaria Tudo Outra Vez</em><span style="font-style: italic;"> marcaram época e inovaram a forma de abordar, na canção popular, o amor feminino. (<a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia/poesia/index.cfm?fuseaction=Detalhe&CD_Verbete=490">Itaú Cultural</a>)</span><br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br />Sua morte prematura, aos 46 anos em um acidente automobilístico em Curitiba o transformou numa espécie de ícone, que conduziu uma geração inteira, embalada pelas suas músicas de cunho político e social.<br /><br /><span style="font-style: italic;">O que é, o que é</span> pode ser interpretado como um hino, um hino para a vida, afinal, apesar dos pesares, nada impede de dizer que ela é bonita, é bonita e é bonita.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-1527977008935810713?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-46258588068981323412007-02-28T18:41:00.000-03:002008-12-10T00:15:25.601-02:00A rua da rimas<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/ReYvJbG0EPI/AAAAAAAAABs/EcXWDKYwHYM/s1600-h/rua.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/ReYvJbG0EPI/AAAAAAAAABs/EcXWDKYwHYM/s320/rua.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036765072202141938" border="0" /></a><span style="font-style: italic;"><br /></span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">A rua das rimas</span> <span style="font-style: italic;"><br /><br />A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino pequenino<br />é uma rua de poeta, reta, quieta, discreta,direita,<br />estreita, bem feita, perfeita,<br />com pregões matinais de jornais, aventais nos portais, animais e<br />varais nos quintais;<br /><br />e acácias paralelas, todas elas belas, singelas, amarelas,<br />douradas, descabeladas, debruçadas como namoradas para as calçadas;<br />e um passo, de espaço a espaço, no mormaço de aço baço e lasso;<br />e algum piano provinciano, quotidiano, desumano,<br />mas brando e brando, soltando, de vez em quando,<br />na luz rara de opala de uma sala uma escala clara que embala;<br />e, no ar de uma tarde que arde, o alarde das crianças do arrabalde;<br />e de noite, no ócio capadócio,<br />junto aos lampiões espiões, os bordões dos violões;<br />e a serenata ao luar de prata (Mulata ingrata que mata...);<br />e depois o silêncio, o denso, o intenso, o imenso silêncio...<br /><br />A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino pequenino<br />é uma rua qualquer onde desfolha um malmequer uma mulher<br />que bem me quer<br />é uma rua, como todas as ruas, com suas duas calças nuas,<br />correndo paralelamente, como a sorte diferente de toda gente,<br />para a frente,<br />para o infinito; mas uma rua que tem escrito um nome bonito,<br />bendito, que sempre repito<br />e que rima com mocidade, liberdade, tranqüilidade:<br />Rua da Felicidade.<br /><br /></span><span style="font-style: italic;">(Guilherme de Almeida)<br /><br /></span><div style="text-align: center;"><span style="font-style: italic;">***</span><br /></div><span style="font-style: italic;"><br /></span><span style="font-style: italic;">A rua das rimas</span> é um poema raro, agradável, divertido, bem feito. Uma obra prima de Guilherme de Almeida que lembro-me de ter lido em um livro de português na sétima série.<br /><br /><a href="http://www.releituras.com/guialmeida_menu.asp">Guilherme de Andrade de Almeida</a>, advogado, jornalista, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em Campinas, SP, em 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, SP, em 11 de julho de 1969. Eleito para a Cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Amadeu Amaral, em 6 de março de 1930, foi recebido, em 21 de junho de 1930, pelo acadêmico Olegário Mariano.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-4625858806898132341?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-83898693020402966902007-01-16T22:41:00.000-02:002008-12-10T00:15:26.450-02:00Eterno, eternamente<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/Ra2GpEWyOaI/AAAAAAAAABU/JLgN9yBzGS8/s1600-h/cais.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/Ra2GpEWyOaI/AAAAAAAAABU/JLgN9yBzGS8/s320/cais.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5020817199690037666" border="0" /></a><br />Queria um dia ser eterno.<br /><br />Pra viver todas as amarguras, que a vida pudesse trazer.<br />Pra ter o prazer de amadurecer, sem medo de perecer.<br />Pra desvendar os mistérios, que uma noite quisesse esconder.<br /><br />Queria um dia ser eterno.<br /><br />Pra conhecer tudo aquilo, que a história pudesse contar.<br />Pra saber de todos os líderes, que viessem a despontar.<br />Pra encarar todos os medos, que aparecessem a desafiar.<br /><br />Queria um dia ser eterno.<br /><br />Pra não ter que partir.<br />Despedir-me da vida que vivi.<br />Deixar as pessoas que convivi.<br /><br />As vezes quero ser eterno.<br /><br />Simplesmente por esquecer de perceber.<br />Que o tempo nos faz envelhecer.<br /><br />(Emilio Numazaki - 17 de janeiro de 2007)<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-8389869302040296690?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-45841165238892099512007-01-08T21:06:00.000-02:002008-12-10T00:15:26.682-02:00Forever young<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RaLjXjtcpxI/AAAAAAAAABI/ie6WjfBlcpM/s1600-h/alps9sw.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RaLjXjtcpxI/AAAAAAAAABI/ie6WjfBlcpM/s320/alps9sw.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5017822928706512658" border="0" /></a><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Alphaville - Forever Young<br /><br /></span><span style="font-style: italic;">Lets dance in style, lets dance for a while</span><br /><span style="font-style: italic;">Heaven can wait were only watching the skies</span><br /><span style="font-style: italic;">Hoping for the best but expecting the worst</span><br /><span style="font-style: italic;">Are you going to drop the bomb or not? </span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Let us die young or let us live forever</span><br /><span style="font-style: italic;">We dont have the power but we never say never</span><br /><span style="font-style: italic;">Sitting in a sandpit, life is a short trip</span><br /><span style="font-style: italic;">The musics for the sad men</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Can you imagine when this race is won</span><br /><span style="font-style: italic;">Turn our golden faces into the sun</span><br /><span style="font-style: italic;">Praising our leaders were getting in tune</span><br /><span style="font-style: italic;">The musics played by the madmen</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Forever young, I want to be forever young</span><br /><span style="font-style: italic;">Do you really want to live forever, forever and ever</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Some are like water, some are like the heat</span><br /><span style="font-style: italic;">Some are a melody and some are the beat</span><br /><span style="font-style: italic;">Sooner or later they all will be gone</span><br /><span style="font-style: italic;">Why dont they stay young</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Its so hard to get old without a cause</span><br /><span style="font-style: italic;">I dont want to perish like a fading horse</span><br /><span style="font-style: italic;">Youth is like diamonds in the sun</span><br /><span style="font-style: italic;">And dimonds are forever</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">So many adventures couldnt happen today</span><br /><span style="font-style: italic;">So many songs we forgot to play</span><br /><span style="font-style: italic;">So many dreams are swinging out of the blue</span><br /><span style="font-style: italic;">We let them come true<br /><br /></span><div style="text-align: center;">***<br /></div><br /><span style="font-style: italic;">Alphaville </span>era uma banda alemã, que fez bastante sucesso na década de 80. Seus membros iniciais eram <span style="font-style: italic;">Marian Gold</span> (<span style="font-style: italic;">Hartwig Schierbaum</span>, nascido em 26 de maio de 1954 em <span style="font-style: italic;">Herford</span>), <span style="font-style: italic;">Bernhard Lloyd</span> (<span style="font-style: italic;">Bernhard Gößling</span>, nascido em 6 de junho de 1960 em <span style="font-style: italic;">Enger, Bielefeld</span>) e <span style="font-style: italic;">Frank Mertens </span>(<span style="font-style: italic;">Frank Sorgatz</span>, nascido em 26 de outubro de 1961 em <span style="font-style: italic;">Enger, Bielefeld</span>). A banda era conhecida inicialmente como <span style="font-style: italic;">Forever Young</span>.<br /><br />Suas músicas mais famosas são <span style="font-style: italic;">Big in Japan</span> e <span style="font-style: italic;">Forever young</span>, esta última foi tema de diversas formaturas na década de 80 e trilha sonora do filme <span style="font-style: italic;">Napoleon Dynamite</span> além do episódio <span style="font-style: italic;">Underage Drinking: A National Concerns</span> da série <span style="font-style: italic;">It's Always Sunny in Philadelphia</span>.<br /><br />Em 1984 a banda foi renomeada para <span style="font-style: italic;">Alphaville</span> e lançou o single <span style="font-style: italic;">Big in Japan</span>, seguido por <span style="font-style: italic;">Sounds Like a Melody</span> e <span style="font-style: italic;">Forever young</span>, pouco tempo depois foi lançado o album <span style="font-style: italic;">Forever young</span>. Devido ao sucesso, <span style="font-style: italic;">Frank Mertens</span> deixou a banda no mesmo ano e foi substituido por <span style="font-style: italic;">Ricky Echolette</span> (nascido em <span style="font-style: italic;">Wolfgang Neuhaus, Cologne</span> em 6 de agosto de 1960), em janeiro de 1985.<br /><br /><span style="font-style: italic;">Forever young</span> é uma música que reflete um dos mais remotos anseios das pessoas: Ser eternamente jovem. Um plano sedutor, que nos leva aos mais longinquos questionamentos sobre o nosso tempo restante. Quem é que não gostaria de ser eternamente jovem? Esquecer os problemas trazidos pelo tempo e viver uma jornada sem fim?<br /><br />Os dias, as semanas, meses e anos não nos fariam mais diferença, teriamos tempo para realizar tudo que desejar e sofrer os mais ásperos desesperos. Eterno e infinito. Dois conceitos vagos, distantes, abstratos demais para serem mensurados. Quem sabe a beleza de viver não esteja intimamente ligado ao fim? A certeza de um ponto final nos faz querer se agarrar as oportunidades com vontade, a mesma vontade que nos fazem sonhar.<br /><br /><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alphaville_%28band%29">Clique aqui</a> para saber um pouco mais sobre a banda <span style="font-style: italic;">Alphaville </span><span>(Wikipedia)</span><span style="font-style: italic;"> </span>e aprecie o misterioso clipe de <span style="font-style: italic;">Forever young</span>.<br /><br /><object height="350" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MGOgouhn8oU"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://www.youtube.com/v/MGOgouhn8oU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"></embed></object><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-4584116523889209951?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-23301792967812941022007-01-07T10:58:00.000-02:002008-12-10T00:15:26.978-02:00Boas recordações de 2007<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RaDyyTtcpwI/AAAAAAAAAA8/gy0uXl2-u1A/s1600-h/Earth+and+Sun.jpeg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RaDyyTtcpwI/AAAAAAAAAA8/gy0uXl2-u1A/s320/Earth+and+Sun.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5017276930989008642" border="0" /></a><br />Mais um ano se foi. Passou depressa, depressa demais e cada vez mais rápido passará se não mudarmos. Por muitas vezes me vi questionando se isto é apenas impressão ou uma realidade. O que nos faz ter a impressão de que o tempo está passando mais depressa? Será a falta de sensibilidade nas coisas que acontecem?<br /><br />De tempos em tempos a vida cai numa perigosa rotina. A mesmice das coisas acabam ofuscando a beleza dos detalhes. Isto faz com que sua vida não mude mais. As tarefas ficam chatas, as coisas simples perdem valor e a felicidade escapa por pequenas fissuras. Aos poucos viramos um ser vazio, sem muitas coisas a esperar e sem vontade de prosperar. Pensamos que nada pode melhorar e nos conformamos com o regular.<br /><br />Então, quando tudo parece perdido, os ponteiros do relógio se movem, as folhas do calendário caem e o final de ano chega. Começa aquele clima de ansiedade e esperança de dias melhores. Numa contagem regressiva vem um novo ano. O Sol parece brilhar diferente, os ventos assopram numa nova melodia e a vida recomeça.<br /><br />Sétimo dia do sétimo ano do novo milênio, já é hora de mudar. Estamos no começo, é tempo de desacelerar. Curtir cada momento, dar valor a cada gesto e a cada pequeno detalhe que nos circunda.<br /><br />Que em 2007, possamos aprender que a felicidade se esconde nos pequenos detalhes, nas coisas pequenas que fazemos no dia a dia. Feliz ano novo e os votos de boas recordações para este ano que se inicia.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-2330179296781294102?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com8tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-20314093602854337892007-01-06T15:48:00.000-02:002008-12-10T00:15:27.109-02:00A house where we can stay<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RZ_oqDtcpvI/AAAAAAAAAAs/VD7zKU6z0FE/s1600-h/hm02.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RZ_oqDtcpvI/AAAAAAAAAAs/VD7zKU6z0FE/s320/hm02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016984319162099442" border="0" /></a><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Housemartins - Build<br /><br /></span><span style="font-style: italic;">Clambering men in big bad boots<br />Dug up my den, dug up my roots<br />Treated us like plasticine town<br />They built us up and knocked us down<br /><br />From meccano to legoland<br />Here they come with a brick in their hand<br />Men with heads filled up with sand<br /><br />Its build<br /><br />Its build a house where we can stay<br />Add a new bit everyday<br />Its build a road for us to cross<br />Build us lots and lots and lots and lots and lots<br /><br />Whistling men in yellow vans<br />They can and drew us diagrams<br />Showed us how it all worked it out<br />And wrote it down in case of doubt<br /><br />Slow, slow, quick, quick, quick<br />Its wall to wall and brick to brick<br />They work so fast it makes you sick<br /><br />Its build<br /><br />Its build a house where we can stay<br />Add a new bit everyday<br />Its build a road for us to cross<br />Build us lots and lots and lots and lots and lots<br /><br />Its build<br /><br />Down with sticks and up with bricks<br />In with boots and up with roots<br />Its in with suits and new recruits<br /><br />Its build</span><br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br /><span style="font-style: italic;">Housemartins </span>é uma banda inglesa, formada originalmente em 1983 pelo vocalista Paul Heaton, o guitarrista Stan Cullimore, o baixista Ted Key e o baterista Chris Lang. Os membros da banda mudaram com uma certa frequência durante a carreira. Ted Key foi substituído por Norman Cook (futuro Fatboy Slim) e o bateirista Chris Lang foi substituido por Hugh Whitaker, antigo baterista da banda The Gargoyles que em seguida foi substituído por Dave Hemingway.<br /><br />Foram lançados um total de três álbuns e diversos singles, os três albuns foram: <span style="font-style: italic;">London 0 Hull 4</span> (Junho de 1986), <span style="font-style: italic;">The People Who Grinned Themselves to Death</span> (Setembro de 1987) e o <span style="font-style: italic;">Live At The BBC</span> (2006). Dentre os <span style="font-style: italic;">singles</span>, está <span style="font-style: italic;">Build</span>, lançada em 1987.<br /><br /><span style="font-style: italic;">Build </span>canta a magia de construir, neste caso um lar, mas pode representar tudo aquilo que construímos, pouco a pouco. Algo que ao final representará uma totalidade imensurável, talvez uma história.<br /><br /><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Housemartins">Clique aqui</a> para saber mais sobre o <span style="font-style: italic;">Housemartins </span>(Wikipedia) e curta o clipe logo abaixo.<br /><br /><object height="350" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Pby3SS552oQ"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://www.youtube.com/v/Pby3SS552oQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"></embed></object><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-2031409360285433789?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-32982375454432659912006-12-17T16:56:00.000-02:002008-12-10T00:15:27.246-02:00Coisas raras<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RYWcM03y3CI/AAAAAAAAAAY/ailse4EIH_A/s1600-h/adios.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RYWcM03y3CI/AAAAAAAAAAY/ailse4EIH_A/s320/adios.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009581904684571682" border="0" /></a><br />Um das coisas mais interessantes da vida é a raridade de alguns eventos. Existem dois em específico que me chamam a atenção: O nascer e a morte. Você jamais vivenciará os eventos destes dois extremos repetidas vezes.<br /><br />Nascemos uma vez e seguimos nosso ciclo vital, que compreende o crescimento, reprodução, evelhecimento e enfim a morte. Aonde encerramos as atividades biológicas e tudo mais. Para muitos é motivo de desespero, para outros indiferença, alguns até encaram como libertação. Eu prefiro enxergá-lo como sendo o ponto final. Assim como tudo, a própria vida tem seu fim.<br /><br />Todos nós, inevitavelmente um dia chegaremos em final de carreira. A carreira da vida. Enquanto isso, escrevemos nosso currículo. Fatos, opções, decisões, erros, contribuem para que possamos grafar nas linhas da existência, nossas sensações.<br /><br />As vezes observo na praça pessoas de idade avançada caminharem nos jardins. Reparo sempre no andar da experiência, o olhar da sabedoria e as vezes um sentimento de despedida, não uma despedida comum, é uma despedida sem volta, aonde surge a chance de provar, enfim, o último dos sentidos.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-3298237545443265991?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-86226118320116120482006-12-15T22:22:00.000-02:002008-12-10T00:15:27.486-02:00Final de ano.<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RYND6k3y3BI/AAAAAAAAAAM/yFpkTRi_YG0/s1600-h/nascer+do+sol.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ul6hP3KmYPg/RYND6k3y3BI/AAAAAAAAAAM/yFpkTRi_YG0/s320/nascer+do+sol.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5008921884175293458" border="0" /></a><br />Final de ano. Sim, já falamos sobre, mas agora a ótica é diferente. Cá estamos nós, caminhando em dias de dezembro, chegou rápido demais, os dias correram depressa, tão depressa que sinto um enorme cansaço. É como se tivesse corrido uma maratona inteira, sem parar.<br /><br />Final de ano. Janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro... Dezembro! Doze meses em um dia. Doze meses em uma vida! Um ano a mais de nossa passagem, é um ano a mais de histórias que contaremos nos botecos da vida, entre um gole e outro da essência da juventude ou experiência.<br /><br />Final de ano. É hora de deixar no caminho, alguns fantasmas, coisas que esvaziam nosso espírito, pesam na alma. Deixe-as gentilmente, despeça-se e não olhe para trás.<br /><br />Final de ano. Novas promessas, novos desejos, novas esperanças e novos erros, por que não?<br /><br />Ao amanhecer do dia primeiro de janeiro de 2007, pense em alto e bom tom: Este ano será o melhor ano da minha vida.<br /><br /><div style="text-align: center;">Feliz ano novo!<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-8622611832011612048?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-78053166657930811532006-12-07T20:04:00.000-02:002007-01-07T12:03:27.595-02:00Keep walking...Outro dia, em uma das raras ocasiões em que estava assistindo TV, me deparei com algo inesperado: Um comercial perfeito (ou quase).<br /><br />Normalmente os comerciais do whisky Johnnie Walker são muito bons mas este surpreende. É o relato de um andróide que diz que um de seus desejos é ser humano, para saber o que significa ter sentimentos, ter esperanças, ter angustias, duvidas, amar... Ele duvida que seja o futuro, porque o futuro somos nós, humanos. E fecha com algo inspirador: <span style="font-style: italic;">Eu posso alcançar a imortalidade. Basta não me desgastar. Você também pode alcançar a imortalidade. Basta fazer apenas <span style="font-weight: bold;">uma coisa notável</span>.</span><br /><br />Algo notável pode imortalizar uma pessoa?<br /><br />Sim! Pessoas comuns em atos incomuns podem mudar o rumo da história, seja para o bem, seja para o mal. Quantas pessoas assim já existiram? Quantas de fato são imortais? Poucas! Poucas pessoas são imortais! Restam a própria existencia, deixam para trás uma marca! Algo para ser lembrado.<br /><br />E você? O que fará para fazer a diferença?<br /><br />Keep walking.<br /><br /><div style="text-align: center;">***</div><br /><br /><object height="350" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eRK8ub5htAo"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://www.youtube.com/v/eRK8ub5htAo" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"></embed></object><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-7805316665793081153?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1163375255071029132006-11-12T21:27:00.000-02:002006-11-13T14:51:43.287-02:00... então valeu a pena.<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/Charlie%20and%20Linus.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/Charlie%20and%20Linus.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Coragem, coragem. As vezes falta coragem para dar um passo adiante.<br />Coragem para chamar,<br />coragem para perguntar,<br />coragem para falar,<br />coragem para declarar. Coragem.<br /><br />Quem é que já não passou por uma situação dessas? Em que falta coragem para pular de fase? Aonde é que foi parar a coragem para aquela vontade de falar com a mocinha ou o mocinho da festa? Aonde é que foi parar a coragem para levantar a mão e perguntar? Aonde é que foi parar a coragem para declarar o que sente? É, as vezes este bendito nos trai. Seja lá por qual motivo! Timidez? Inconveniencia? Medo do fracasso? Sim! Todos eles! Misturados e escaldados, faz um estrago que vira arrependimento.<br /><br />De vez em quando, surge uma luz. Um ato impensado, a última chance, a última tentativa. Aí a coisa muda! O calafrio domina seu corpo, o suor gelado refrigera o rosto resguardado e tímido e algo acontece. A mensagem foi entregue e o contato sugerido.<br /><br />Não deu certo? Vou parafrasear um amigo que certa vez disse que só nos resta pensar que... Se o coração bateu mais forte, então valeu a pena.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-116337525507102913?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1160793396870892862006-11-02T22:06:00.000-03:002006-11-12T22:07:39.412-02:00O ano<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/People%20at%20sunset.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/People%20at%20sunset.jpg" alt="" border="0" /></a><br />É hora de refletir, analisar, recomeçar. O recomeço é uma renovação, fica a impressão de que existe uma nova chance. Uma nova oportunidade de fazer direito ou errar um pouco menos.<br /><br />O tempo passou, em poucos dias um novo ano se inicia, uma nova época se edifica. É engraçado como as coisas são. O ano novo é um dia como qualquer outro, mas fica a sensação de reinicio. Cultivam-se novas esperanças e novas antigas promessas. As vezes as promessas não cumpridas aparecem para incomodar. Confesso a vocês que deixei de cumprir diversas delas que fiz no final do ano que se foi. Por outro lado realizei coisas que jamais pude imaginar. Algumas loucuras, preocupações, outras tristezas. Já diziam os mais velhos que a vida é mesmo assim, uma nova surpresa em momentos inesperados.<br /><br />Sei que ainda é cedo para fazer um balanço do ano que se finda, mas sinto as brisas da mudança. Os ventos mudaram, a sorte está mudando, para melhor ainda não sei. O que sei é que um clima de despedida está no ar. As chuvas começaram e são implacáveis, persistentes, os sinos natalinos começarão a soar e os fogos de artifício comecarão a estourar, anunciando um novo dia e um novo ano.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-116079339687089286?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1161302094003826822006-10-19T20:25:00.001-03:002006-11-12T22:07:39.636-02:00True<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/Spandau_Ballet_-_True.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/Spandau_Ballet_-_True.jpg" alt="" border="0" /></a><span style="font-weight: bold; font-style: italic;"><br />Spandau Ballet - True</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">So true funny how it seems</span><br /><span style="font-style: italic;"> always in time, but never in line for dreams</span><br /><span style="font-style: italic;"> Head over heels when toe to toe</span><br /><span style="font-style: italic;"> This is the sound of my soul,</span><br /><span style="font-style: italic;"> this is the sound</span><br /><span style="font-style: italic;"> I bought a ticket to the world,</span><br /><span style="font-style: italic;"> but now I've come back again</span><br /><span style="font-style: italic;"> Why do I find it hard to write the next line</span><br /><span style="font-style: italic;"> Oh I want the truth to be said</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> Huh huh huh hu-uh huh</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know this much is true</span><br /><span style="font-style: italic;"> Huh huh huh hu-uh huh</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know this much is true</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> With a thrill in my head and a pill on my tongue</span><br /><span style="font-style: italic;"> dissolve the nerves that have just begun</span><br /><span style="font-style: italic;"> Listening to Marvin (all night long)</span><br /><span style="font-style: italic;"> This is the sound of my soul,</span><br /><span style="font-style: italic;"> this is the sound</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> Always slipping from my hands,</span><br /><span style="font-style: italic;"> sand's a time of its own</span><br /><span style="font-style: italic;"> Take your seaside arms and write the next line</span><br /><span style="font-style: italic;"> Oh I want the truth to be known</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> Huh huh huh hu-uh huh</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know this much is true</span><br /><span style="font-style: italic;"> Huh huh huh hu-uh huh</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know this much is true</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> I bought a ticket to the world,</span><br /><span style="font-style: italic;"> but now I've come back again</span><br /><span style="font-style: italic;"> Why do I find it hard to write the next line</span><br /><span style="font-style: italic;"> Oh I want the truth to be said</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> Huh huh huh hu-uh huh</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know this much is true</span><br /><span style="font-style: italic;"> Huh huh huh hu-uh huh</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know this much is true</span><br /><span style="font-style: italic;"> This much is true</span><br /><span style="font-style: italic;"> I know, I know, I know this much is true </span><br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br />Músicas são eternas, tudo que é bom pode ser eterno, mesmo que em lembranças. Entretanto, as músicas tem um sentido especial. Muitas vezes uma recordação é acompanhada de uma trilha sonora, outras vezes nossos sentimentos podem ser expressados em uma canção. Quem é que não tem a música de sua vida? Esta em especial embalou pessoas de tempos diferentes, tem um estilo cafona, romântico, associado a um clipe meigo típico das baladinhas de época.<br /><br />True, de Spandau Ballet, fez um enorme sucesso em 1983, foi relembrado em 2000 como parte da trilha sonora do filme <span style="font-style: italic;">"As Panteras (Charlie's Angels, Sony, 2000)"</span> e jamais será esquecido pelos saudositas de plantão.<br /><br /><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spandau_Ballet">Clique aqui</a> para saber mais sobre o Spandau Ballet (Wikipedia) e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QCOJf50BQlo">aqui</a> para ver o videoclipe.<br /><br /><div style="text-align: center;"><span style="font-style: italic;"></span><span style="font-style: italic;">"I bought a ticket to the world, but now I've come back again..."</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-116130209400382682?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1160795869428795892006-10-13T23:38:00.000-03:002006-11-12T22:07:39.484-02:00Quando voltar? Talvez.<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/road-sunset.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/road-sunset.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Uma hora temos que partir, o tempo que restava se esvaiu e acabou. Antes de ir, paramos para pensar, refletir, analisar, colocar na balança tudo aquilo que foi feito, saber se valeu a pena. De um lado ficam os arrependimentos por algo que não foi feito, uma atitude que não foi tomada. Do outro a felicidade de alguns momentos.<br /><br />De que lado esta balança irá pender eu não sei e jamais saberei, faltaram alguns elementos, talvez tenha faltado um certo tempo, ou o tempo que me foi dado já era, por natureza, escassa. Algumas vezes acontecem coisas incompreensiveis, daí vem a nossa teimosia em compreende-los. Oras, se é incompreensível para que teimar em compreende-lo? Não há razão. Talvez o ponto de equilibrio é fazer o que estiver ao alcance. Se não deu certo, paciência, mas é importante sempre estar consciente de que fez sua parte e partir, para o bem de todos.<br /><br />É hora de ir, cedo da manhã, antes mesmo do sol nascer, antes da primeira alma despertar em um novo dia. É a oportunidade de sentir os ventos gelados, velados pela noite, acender os faróis e iluminar a estrada, ainda misteriosa e desconhecida a cada curva, tal qual desconhecido serei quando o esquecimento vier, quando menos se perceber.<br /><br />Despeço-me de uma vida curta e inicio uma outra nova que não sei como será, vai depender de onde esta estrada me levar. Na bagagem levo a balança, para que eu possa pesar a proxima oportunidade que surgir. Quais eram os elementos da balança? Não vou contar. Quando voltar? Talvez.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-116079586942879589?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1159907463666499502006-10-03T17:27:00.000-03:002006-11-12T22:07:39.337-02:00O tesouro de Bresa<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/Sabedoria.png"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/Sabedoria.png" alt="" border="0" /></a><br />A vida é um eterno aprendizado, começamos a aprender desde os primeiros dias de nossa história até o final. Com o tempo descobrimos novos encantos, novos rumos, mudamos, adquirimos conhecimento. O tesouro de Bresa é uma história que imita a vida.<br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br /><span style="font-style: italic;">Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se assim, rico e poderoso?<br /><br />Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.<br /><br />Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.<br /><br />Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa". Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo."<br /><br />Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus. Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.<br /><br />Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.<br /><br />Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.<br /><br />Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento. Passou a viver em um suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo. Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.<br /><br />No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.<br /><br />Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:<br /><br />- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber".<br /><br />Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis. O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam "tesouros encantados" a aqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.</span><span style="font-style: italic;"></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-115990746366649950?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1156728479837413352006-08-28T22:14:00.000-03:002006-11-12T22:07:39.263-02:00Coisas impossiveis<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/SMSP_tree__rock_detail_1_LG.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/SMSP_tree__rock_detail_1_LG.jpg" alt="" border="0" /></a>Outro dia vi uma frase muito interessante no Instant Messaging do meu amigo Ricardo. Não sei a autoria, mas ela dizia que: <span style="font-style: italic;">"As coisas dificeis levam muito tempo. As impossiveis, demoram um pouco mais"</span> .<br /><br /><div style="text-align: center;">***<br /></div><br />Reparem no poder de uma frase! Tão curta, tão intensa! Um conjunto de palavras que te inspira, instiga, desafia, motiva! É uma injeção de ânimo para um dia perdido. Perdido? Não existe nada perdido se até as coisas impossiveis se tornam possiveis, quando se tem a coragem necessária e a atitude esperada.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-115672847983741335?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1156388095937274042006-08-27T23:33:00.000-03:002006-11-12T22:07:39.194-02:00Caminhando<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/Steps.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/Steps.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Sempre que posso, gosto de caminhar. Andar pelas ruas e procurar caminhos que nunca passei. Descobrir um novo atalho e curtir a brisa do final de tarde. É um bom jeito de ver o dia cair, ver o sol se por numa montanha a oeste.<br /><br />Saio de casa quando a tarde anuncia sua despedida, quando a noite acena no horizonte. Volto quando as primeiras estrelas, tímidas, começam a colorir o céu. As vezes cruzo com pessoas conhecidas, outras vezes sequer percebo quem passou do lado.<br /><br />Sempre me recordo das pessoas que amei, um dia que se foi e de muitas coisas que ainda quero fazer. É hora de refletir, colocar na balança tudo aquilo que vivi, analisar o que valeu e separar o que é para se esquecer.<br /><br />A vida é assim também. Singela como uma caminhada. A única diferença é que ela dura um pouco mais. Viver é caminhar, a cada passo surge algo novo, cada passo dado te leva para um novo lugar. De decisões tecemos nossa teia, até que se torne uma rede que abriga nossa história.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-115638809593727404?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-7829118.post-1155612422257997802006-08-14T23:53:00.000-03:002006-11-12T22:07:39.124-02:00Num palco de improviso<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/1600/PALCO.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4516/501/320/PALCO.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Não sei como começar esta mensagem, para ser honesto, nunca soube como começar, apesar de saber muito bem como gostaria de terminar.<br /><br />O proximo paragrafo é sempre uma velha surpresa, não saberia por quais caminhos toda história se desenvolveria até o esperado. Em um dia como qualquer outro, uma frase como muitas que foram ditas.<br /><br />Mas espere! Desta vez é diferente! Tenho consciencia de que tudo que me vem a mente não é pré-meditado, a frase seguinte não foi cuidadosamente elaborada ou inspirada. É uma surpresa. Boa ou ruim, tanto faz, é um um baú trancado esperando para ser aberto.<br /><br />Quer saber? Não há nada de errado nisso! É que hoje estou imitando a vida! Finalmente pude perceber que viver é como se apresentar em um palco de improviso!<br /><br />Então, quando as cortinas se fecharem, que deixemos motivos para sermos aplaudidos de pé.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7829118-115561242225799780?l=mediasonic.blogspot.com'/></div>Emiliohttp://www.blogger.com/profile/06743139474294163439noreply@blogger.com2